quinta-feira, 29 de março de 2012

Por um minuto


Só por um minuto pensei ter você para a vida inteira...
Mas como tola eu fui, o encanto se quebrou...
Não existem flores, com você são só espinhos...
Não quero jogar o seu jogo, o fim chegou.

Ah se eu pudesse voltar atrás...
Por ao menos um minuto arrancaria você do meu coração...
Hoje ao te ver só consigo perceber o quanto me fez sofrer...
Terrível engano...

As vezes por um minuto se pensasse melhor,
Saberia que você não olharia para trás,
Com esse rostinho de anjo encanta milhares,
Com este poder tão insano conquista muita gente,
Mas quando o mundo da voltas você olha e sente,
Que por um minuto tudo ficou para trás.
E as pessoas que você conquistou hoje só desejariam voltar atrás.

Flávia Silva Lima               09:16                         23.03.2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

ADMIRAÇÃO SEM MEDIDAS


O maior bem do mundo, que nem sempre damos o valor que se deveria, o valor que se merecem, algumas pessoas esperam a morte vir e levar para perceber o quanto amava e o quanto faz falta em nossas vidas, eu sempre dei valor, mas percebi que poderia fazer bem mais...

Sempre fomos super amigas, dividindo segredos e aventuras...
Mas nosso mundo estaria prestes a mudar, nossa vida seria outra...
Em meus meados 20 anos, minha mãe veio me dizendo que haveria uma possibilidade de estar grávida pela terceira vez, momentaneamente eu achei que seria praticamente impossível, até brinquei com a famosa menopausa.
Então mames resolveu fazer um teste de gravidez, e quem foi buscar o resultado? “EU”

Me senti constrangida, nem sabia ler o resultado, então liguei para minha mãe e disse:
“Então, não sei muito bem o que ta dizendo aqui, mas acho que a Srª está grávida”
Depois disso veio a confirmação, então eu e minha irmã ficamos totalmente apreensivas, pensamos que poderia ser um menininho, escolhemos milhares de nomes e já nos condecoramos as madrinhas. rsrs Acredito até que minha mãe não teria escolhas.
 
Os meses se passaram e então vieram as complicações, pressão alta, 3 dias de internação no Hospital Odilon Behrens, e apenas 8 meses de gestação... Marianna estava apressadinha para curtir o carnaval (estávamos em janeiro).

Após a alta hospitalar voltamos para casa, mas devido ao aumento de pressão me lembro que tivemos que retornar as pressas pela manhã de domingo.

Estava de férias do meu primeiro emprego, então acompanhei minha mãe sempre, ficava com ela durante a noite, e durante o dia revesava com meu pai ou com algum parente, ia para casa apenas almoçar e dormir um pouco e então retornava.

Após meses de grande medo acompanhando minha mãe para os exames mensais, e ela com a pressão sempre alterada, percebi que haveria bem mais a agüentar...

Meu pai sempre com aspecto preocupado e sem rumo, pois acredito que mesmo sendo rústico e não demonstrando carinho até hoje, ele estava sufocando por dentro, assim como eu e Marilia (irmã).

Me recordo que fui com meu pai para visitar minha mãe no quarto em que ela estava internada, quando cheguei meu coração se despedaçou, mas tentei me manter firme diante a situação... Vi minha mãe que tanto amo deitada com uma roupa hospitalar,
soro na veia, sonda, e outras aparelhos mais...

Naquela noite, me lembro que cheguei em casa querendo deitar e chorar o resto da noite, mas então minha irmã veio chorosa me perguntando... “como esta nossa mãe?”
Eu senti dentro do coração que não deveria dizer em que situação meus olhos puderam enxergar nossa mãe, então eu apenas a tranqüilizei... “ela está bem, fica tranqüila”.


Resumindo... No outro dia meu pai foi para casa, durante a noite e eu novamente fiquei, pois minha irmã nasceria no dia seguinte pela manhã, mas em tentativa de parto normal, os médicos colocaram remédios em minha mãe para forçar o parto natural, ela tomava também remédios aplicados junto ao soro.

Eu já não sabia o que fazer, percebia que minha mãe estava fraca e sofrendo, jamais imaginei uma situação daquelas, eu perguntava se estava tudo bem e ela apenas dizia que sim, no fundo eu sabia que ela sofria e estava apenas tentando me tranqüilizar.

Meu corpo estava paralisado por ver tudo aquilo, por sentir incomodo na sonda minha mãe pediu que eu ajustasse, então eu vi tanto sangue que senti mais medo ainda, os médicos entravam e agiam naturalmente, então me sentia tranqüilizada, eles usaram aparelho para ouvir o coração da Marianna que batia forte, o que arrancava breves sorrisos...

Por volta de 11:30 horas do dia 31 de janeiro de 2010, fomos avisadas de que o parto aconteceria naquela noite, liguei para minha casa e avisei a família, minha mãe foi preparada e “eu acompanharia o parto”.

Quando entrei, por volta de meia noite do dia 01 de fevereiro, me sentei ao lado da cabeça da minha mãe, minha mente se prendeu em apenas uma coisa, “Deus proteja e não tire a vida de quem eu tanto amo e desejo ter por muitos anos ao meu lado”. Ouvia apenas a voz de uma médica dizendo, risco, risco, risco, pensei que perderia minha mãe naquela noite, pré-eclampse grave, e apenas 8 meses de gestação.

“Dia que jamais esquecerei.”

Apenas observando e desejando que tudo passasse logo, que eu pudesse voltar pra minha casa e ter minha família de volta, “agora com mais um membro”.

Meus olhos se encheram de água, eu ao lado de minha mãe, fui a primeira a ver o corpinho perfeito da minha irmãzinha Marianna, chorei tanto e minha mãe ao ver que eu estava emocionada também começou a chorar, e quando tudo terminou deixei minha mãe e minha irmã na sala de parto e liguei para minha casa. Quando falei com meu pai, senti aquela voz que era sempre firme sendo agora transformada em voz de emoção, ele parecia chorar do outro lado.

Tudo deu certo, Marianna viva e minha mãe também, a nossa bebezinha ainda ficou internada por muito tempo, ligada a aparelhos e recebendo medicação, eu há reconheci no meio de milhares de crianças tendo-a visto apenas uma vez.

“Lembro-me que quando ela foi para casa eu sempre chegava perto para sentir a respiração.”

Sinto grande orgulho e sentimento pela pessoa que mais poderia amar em minha vida, mais que a luz me concedeu, me da até hoje amizade, me guiando em meus caminhos, sem criticas, mas me aconselhando em cada decisão, e posso até hoje ver em seus olhos o sofrimento quando uma de nós se magoa ou se machuca...

Hoje sei ainda mais o valor que minha mãe tem, pois alem de ser minha mãe, ela é minha comadre, rsrsrsrs e eu participei de tudo.

Mãe o que mais eu poderia dizer agora? Eu te amo muito, obrigado por tudo.
Para: Valdirene Silva Lima ( mamãe que tanto amo e admiro ).

Quem quiser conhecer minha maninha Marianna entra no post que escrevi para ela neste mesmo blog:

Flavia Silva Lima      23.03.2012             10:25

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Mulher de Fases

Flávinha

@Flavinha_uai


                                       

Ela e os pais


Seus pais te pressionam de mais,
Sua mãe não da um momento de paz,
O único problema é que isso me atrai, isso me atrai,

Toda vez que você liga, tem que fingir de boba,
Toda vez que a gente se encontra, fica olhando as horas,
Porque alguém pode te procurar... E você não vai estar,

Esquece de tudo, fica comigo,
Não olha o relógio e desliga o celular,
Assim ninguém vai nos perturbar...

Toda vez que vamos sair você sempre tem que mentir,
Toda vez que vou te ligar, você fica muda no celular,
Porque alguém pode nos escutar...

Esquece de tudo fica comigo,
Não olha o relógio e desliga o celular,
Assim ninguém vai nos perturbar...

Flávia Silva Lima      Dezembro/2011

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sexta-feira, 16 de março de 2012

BUZINAR E ACENAR


A única coisa que não se deve fazer (MULHERES), quando estiver pilotando sua moto pelo amor de Deus, não mecham com homem em carro SOZINHO, “pior ainda acompanhado né? Vai que a esposa do cara está do lado, anota a placa e faz da sua vida um inferno? Pior ainda se ela trabalhar no Detran”, mas vamos aos fatos... outro dia estava voltando do serviço com a Sandra de carona, nos duas decidimos mexer com o homem que dirigia um pálio, a principio eu apenas olhei e sorri, depois a Sandra acenou, o sinal estava aberto então eu acelerei a moto e buzinei antes de ultrapassá-lo por completo, puts, ele acelerou o automóvel que parecia 1.0, o motor já parecia estar gritando para diminuir a velocidade, ele perseguia a gente pela Vilarinho em Belo Horizonte, e quanto mais rápido eu ia, mais ele também vinha atrás, muito chato e nem era bonito, só consegui me esquivar do cara quando passei no “sinal  fechado” foi a primeira e ultima vez....
Agora só buzino pra quem estiver andando a pé.


Flávia Silva Lima              12:55               16.03.2012

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Permita-me


  
Ouço sua voz dia após dia, chegou um momento que já não sei ficar sem te ver,
Já não faz sentido viver sem ti... Meus dias alegres só se tiver você por perto, eu já tentei, mas não da... Não sou perfeita, mas o que escrevo sempre te tem como base, e se entro em crise, você está por perto para me socorrer, me amar, nem sempre me entende, mas ainda sim fico feliz por sua voz ouvir e meu dia se alegrar, é tudo pra mim, bem mais que um dia pensei que se tornaria.

Permita-me fazer mais que te olhar...
Permita-me mais que apenas contigo sonhar...
Permita-me que dia após dia eu possa te amar...

Venha para o meu mundo, onde você é o que mais desejo e amo, já não quero te deixar, não haveria como suportar caminhar sozinha, já não me lembro tão bem quando fui tão feliz como hoje sou... não quero que dure apenas simples meses, desejo você por muitos anos.

Permita-me te amar para sempre...
Permita-me acordar todos os dias ao seu lado...
Permita-me dizer todos os dias que te amo...

Flávia Silva Lima                          19:26                     23.05.11

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terça-feira, 6 de março de 2012

MENTIRA QUE DEU TRABALHO


Vivia em um relacionamento muito “privado”, quase não podia sair sozinha para não causar brigas... Já era uma maneira invasiva de relacionamento.

Certa vez decidi dormir na casa de uma tia na cidade vizinha... Fui com minha irmã toda contente por poder ter um momento com pessoas que estava com tanta saudade.

Mas tinha um problema.... Meu namorado ciumento...

Fiquei temerosa que ele ligasse e então já planejando comigo mesma não dizer nada, a não ser que ele me perguntasse...

Ele ligou, fez tantas perguntas que já parecia sentir o cheiro de algo no ar.

Então veio o erro, sem saber como agir eu apenas disse que estava no centro da cidade com minha tia e uma prima e que demoraria muito para chegar em casa.

Ele disse então que havia comprado alguns filmes e queria me mostrar, eu nem precisava tentar imaginar o que estava escancarado... Agora eu realmente estava perdida (censurando palavrões).

Já era tarde da noite, ele sempre era coerente com questões de horários, evitava sair ou chegar tarde da minha casa...

Na tentativa de que ele desistisse falei que dormiria na casa da tia que supostamente me acompanharia quando voltasse do centro... então ele me disse que me buscaria na casa da minha tia.

Outro problema é que essa minha tia morava no bairro ao lado da minha residência.

Ele parecia não acreditar, pois eu desconversava minha própria mentira, demonstrando não ter experiência alguma, meu tio me olhava desaprovando o que eu falava, é claro que estava fazendo tudo errado.

Totalmente desconfiado, suponho que ele começou a pensar milhares de coisas, me mandou mensagens de palavrões que jamais imaginei que fosse capaz... aquela altura ele com certeza já se sentia um corno.

Ele então me deu um decreto...
- Já que você esta no centro, compra um sabonete Dove e traz pra mim com a notinha, amanhã eu pego com você.

Muito esperto, fiquei espantada com a forma de raciocínio rápido para resolver as questões, dava até pra ser detetive, só o sabonete CARO que foi exagero.

De mãos atadas e com meu tio, tia e irmã me rodeando, fiquei com vontade de voltar pra casa e chorar o resto da noite.

Antes que eu pudesse chorar ali mesmo meu tio se pronunciou.
Falou que achava errado mentir, mas também não aprovava o jeito do rapaz com quem eu me relacionava de lidar com as coisas, sempre jogando indiretas e fazendo criticas sobre sair sem ele.
- Eu tenho uma idéia (enfim uma mente pensante naquele momento)
Todas as atenções voltadas para o titio salvador.
- Vamos para o centro agora comprar o sabonete.
Sem nem mesmo questionar, começamos a ir pegando documentos, dinheiro e o que fosse necessário para sairmos.

Arrumamos uma correria, pois da casa do meu tio até o ponto levaríamos em torno de 10 min, chegando lá, pegamos o primeiro ônibus que ia até o centro, ficamos conversando e até mesmo sorrindo, eles pareciam se divertir com a situação, “todos menos eu” quando descemos, fomos feito loucos pelas ruas a procura de alguma drogaria aberta.

Foi então quando tive a brilhante idéia...
- Que tal comprarmos o sabonete e pedir ao vendedor uma notinha de pagamento com um horário retroativo? Assim será mais convincente.

Todos concordaram com o “ABSURDO”

Naquela altura acredito que ninguém nem pensava direito, estávamos cansados de tanto correr pelas ruas, olhávamos no chão pra talvez por um milagre encontrar alguma nota perdida com horário convincente...

Parei do nada... – Espera ai gente, nos não podemos simplesmente pedir um comprovante com horário retroativo, podem pensar que nos assaltamos um banco, ou estamos fugindo de algo e para nos livrar da culpa estamos querendo comprovar que estávamos em lugar diferente no mesmo horário.

Todos se entreolharam, é claro que aquilo era um terrível erro, não estávamos mal vestidos e nem tão bem vestidos, e a idéia era terrivelmente ruim, ainda bem que a criadora havia desistido. rsrs

Passamos então em uma drogaria próxima ao local que eu havia mencionado que estava e compramos o sabonete, saímos sem ter mais o que fazer...

Meu tio deu a idéia de comer batata recheada próximo a Praça Sete de Setembro no Centro de Belo Horizonte... entramos, nos sentamos, e como era meu dia de azar, minha cadeira estava localizada bem debaixo de um ar-condicionado quebrado, não parava de cair pingos de água em mim.

Ficamos falando sobre o assunto durante muito tempo, meu tio disse que escreveria sobre o ocorrido que apesar de tudo foi engraçado... Por ele não ter feito... Eu hoje decidi fazer...

Meu companheiro? Simplesmente cheguei e disse...
- Leve o comprovante e o sabonete... não terminamos por isso, mas por outras razoes e muitos anos após este relato.

Amar é muito bom, mas sempre sabendo respeitar os limites dos outros e aprendendo a confiar para que não tenha que sair por ai em uma busca implacável por um sabonete.

Dedicado especialmente para os personagens desta situação: Tio Nil, Maisa e Marilia.



Flávia Silva Lima        06.03.12       13:47

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